A nossa turma, 9ºE visitou a Fábrica da Eletricidade, que integra o MAAT Central, antiga Central Tejo. Para além disso aproveitamos para identificar as redes e meios de transporte e telecomunicação, na disciplina de Geografia, visível na zona de Belém.
Aqui o nosso guia Leandro Coutinho (muito fixe), estava a explicar-nos que, em 1975 foi desclassificada, saindo do sistema produtivo. Ao longo do tempo sofreu diversas modificações e ampliações, tendo passado por contínuas fases de construção e alteração dos sistemas produtivos.
Ele explicou que em 1941, já em plena II Guerra Mundial, teve lugar a construção do edifício das caldeiras de alta pressão.
Aprendemos que com o aumento do número de habitantes da cidade de Lisboa, e do número de casas com acesso à eletricidade, fez com que a Central aumentasse a sua produção, apesar das contrariedades provocadas pelo conflito, como a falta de combustíveis como o carvão, que vinha da Escócia, e a lenha.
Nesta exposição pudemos observar a maquinaria original, em perfeito estado de conservação, através da qual se conta a história desta antiga fábrica, bem como a evolução da eletricidade até às energias renováveis.
Um pouco mais da história da Central
Foi construída em 1908 e começou a funcionar em 1909, na zona ribeirinha de Lisboa. Foi durante mais de 30 anos a maior central elétrica do país. Fornecia luz à cidade de Lisboa, mas também a todo o distrito e ao Vale de Santarém. O projeto foi feito pelo engenheiro Lucien Neu e a construção ficou por conta da empresa Vieillard & Touzet.
Inicialmente, a central era para trabalhar só durante seis anos, de 1908 a 1914, enquanto se preparava a construção de uma central maior. Naquela altura, em 1909, Lisboa tinha apenas 1521 consumidores de eletricidade, mas passados dez anos esse número já tinha subido para mais de 13.500.
Devido à Primeira Guerra Mundial, a central acabou por prolongar o seu funcionamento até 1921, em vez de encerrar como estava previsto. Este prolongamento fez com que a produção e a distribuição de eletricidade decorresse em condições bastante precárias, o que acabou por atrasar o processo de eletrificação da cidade.
Ainda assim, o aumento do consumo de eletricidade tornava indispensável reforçar a capacidade produtiva da central. No final da década de 1930, encontravam-se em funcionamento 11 caldeiras de baixa pressão e cinco grupos turboalternadores. Dez dessas caldeiras eram da Babcock & Wilcox (tecnologia britânica) e uma da marca Humboldt, de origem alemã. A sala de máquinas acolhia cinco grupos geradores, de diferentes potências e marcas, como Escher & Wiss, AEG, Stal-Asea e Escher Wyss/Thompson.






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